O campeonato gaúcho e o botão do Novo Hamburgo

Esses dias cruzei com o botão do Novo Hamburgo lá em casa…

E me lembrei do campeonato gaúcho. Eu acompanhava (e acompanho ainda, embora não sejam os mesmos estaduais…) muitos outros torneios regionais. Mas como o botão era do Novo Hamburgo, lembrei do campeonato gaúcho.

O botão do Novo Hamburgo

O botão do Novo Hamburgo

Para os garotos crescidos entre Santos e São Paulo nos anos 80 e 90, e que gostavam de futebol via Placar, jornal Gazeta Esportiva ou os cadernos de esporte dos jornais locais, o campeonato gaúcho era um torneio que seria conquistado pelo Grêmio ou pelo Inter, com sequências incríveis de títulos de uma mesma equipe (como o hexa do Grêmio nos 80…). Foi lá que aprendi, ainda bem pequeno, que depois do tri (que era o que o Brasil era na Copa naquela época), vinha o tetra, depois disso o penta e então o hexa. Passei anos sem saber o que vinha depois do hexa. Justamente porque o Grêmio parou no hexa e o Inter levou o Gaúcho de 1991.

Mas além disso, pensávamos no Gauchão como um campeonato de marcações fortes, jogos um pouco mais violentos e partidas complicadas em estádios pequenos e lotados pelo interior do estado. Aquelas equipes que ninguém queria cruzar na Copa do Brasil e se jogasse a partida de volta lá então, seria muito difícil. Mas mesmo assim…lá estariam sempre Grêmio e Inter na final.

Mas é claro que não é sempre assim, e eu gostava dos campeonatos gaúchos que um dos times da final eram diferentes. O primeiro que tenho lembrança foi o Caxias, que foi vice em 1990, sem um jogo final, porque naquele ano o campeonato foi decidido em um quadrangular onde todos enfrentavam todos em jogos de ida e volta. Deu Grêmio, mas com Caxias vice.

Em meados dos anos 90, apareceu com força, o também da serra, Juventude. Turbinado com o patrocínio da Parmalat a equipe decidiu campeonatos estaduais e levou a taça em 1998. Chegou também no brasileiro da séria A e venceu a Copa do Brasil.

Já nos anos 2000, o Caxias, treinado por Tite, conquistou o campeonato, no próprio ano 2000, frente ao Grêmio. O XV de Novembro de Campo Bom, que revelou o treinador Mano Menezes, também se destacou, sendo por 3 vezes o vice-campeão. As três contra o Internacional na final (2002, 2003 e 2005). Outras três equipes chegaram na final desde então, Canoas (jogando como Ulbra), o Caxias repetiu a façanha de chegar a decisão em 2012 e o Lajeadense, em 2013.

Os estaduais fortes e com maior duração, sem dúvida ajudavam muito as equipes menores de todo o país a se estruturar melhor. Em um modelo tão dependente da verba da TV, maior exposição significa mais dinheiro para esses times, que depois param durante uma boa parte do ano, quando não estão em alguma série do nacional (A,B,C ou D).

Acompanhar os resultados dos estaduais, e pesquisar de onde exatamente eram aquelas equipes dentro de seus estados, eram aulas complementares de Geografia…

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