O grande Guarani nas páginas da Placar

Edição n° 978 da Revista Placar, de 10 de Março de 1989. Da página 20 até a 22 está uma reportagem sobre o Guarani intitulada: “Com jeito de campeão”, no subtítulo, “Bem estruturado e de time novo o Guarani está pronto para ganhar seu primeiro título paulista”. Nesse período a equipe campineira já tinha seu título brasileiro, conquistado em 1978. E o Paulista, como muitos vão se lembrar, valia tanto quanto um brasileiro para o torcedor.

No meio da reportagem, o recém-contratado treinador, na época atual campeão brasileiro pelo Bahia, Evaristo de Macedo, afirmava “Vencer o Paulistão é um desafio igual ao de vencer a Libertadores”. Isso dá uma amostra da diferença da importância do estadual de São Paulo naquele período e atualmente.

Primeira página da reportagem sobre o Guarani.

Primeira página da reportagem sobre o Guarani.

Mas vamos a reportagem…

Na data em que a reportagem foi publicada, o Guarani estava em segundo lugar do Grupo B no Campeonato Paulista (grupo onde estavam todos os times da capital e cidades mais próximas), após quatro rodadas.

O texto busca evidenciar os investimentos altos realizados pelo clube para o Paulistão daquele ano. Vale lembrar que no anterior a equipe tinha sido vice-campeã paulista e tinha disputado a Libertadores da América, sendo eliminada nas oitavas de final frente ao San Lorenzo da Argentina.

Quem fala pelo Guarani na reportagem são o seu então presidente Beto Zini e o diretor de marketing Marcos Porto. Os planos são ambiciosos. “Conquistar tudo”, segundo Zini. Afinal de contas, como apontava o marketeiro, “nossos contratos publicitários e cotas de TV se igualam aos de Palmeiras e Corinthians”. Ou seja, se a TV e a publicidade eram as mesmas, o Guarani lutava em igualdade de condições. Mesmo que a torcida, segundo Porto, fosse “acomodada igual a do São Paulo… ela só vem na boa”.

Página da Placar sobre o Guarani.

Página da Placar sobre o Guarani.

De qualquer forma, naquele momento, o Guarani tinha o quarto maior público do início do Paulistão (média de 6 mil por jogo).

Zenon estava de volta. O ataque tinha o atacante João Paulo e Washington (que acabava de trocar o Fluminense pelo Guarani). No gol o seguro Sérgio Neri, Marco Antônio Boiadeiro estava no banco e Evair tinha acabado de ir embora pra Itália.

Mas apesar de toda confiança demonstrada na matéria… não deu certo. Pelo menos não para conquistar vários títulos. Naquele Paulistão de 89, o Guarani acabou eliminado na fase final, não ficou nem entre os 4 primeiros. As cotas equivalentes foram suficientes, no entanto, para manter a equipe chegando sempre entre os primeiros até aproximadamente 1995.

Mas naquele período não chegou em uma final. Alcançou a decisão apenas em 2012, mas já nesse formato de Paulista atual, onde nenhum treinador se arriscaria a dizer que é “tão difícil quanto a Libertadores”.

De qualquer forma, no meio de uma Placar de 1989 está lá perdido o grande Guarani do final dos 80 e começo dos 90, que teve em suas formações jogadores como Neto, Evair, Djalminha, Amoroso, Edilson, Luizão, Edu Lima, Ricardo Rocha, João Paulo e até o atual treinador Tite.

Atualmente o Guarani está na série C do Brasileiro e na segunda divisão do Campeonato Paulista.

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