Explicando o “Futebol Total”

Ia começar a sessão cultural aqui do blog, “Para ler, ver e ouvir”, fazendo a resenha desse livro. Ainda não terminei o livro, mas quis escrever sobre ele mesmo antes do fim.

O livro em questão é “Brilliant Orange – The neurotic genius of dutch football”, do jornalista inglês David Winner, que investiga a formação da seleção holandesa da Copa de 1974 e toda história do futebol na Holanda após aquele mundial.

Mas como eu disse, ainda não terminei. E para ser mais exato, estou na página 66.

O livro, marcado na página 66.

O livro, marcado na página 66.

As páginas do livro nos apresentam um recorte do cenário cultural e esportivo holandês, informações que permeiam e completam a história da construção e desenvolvimento do grande Ajax do início dos anos 70, e posteriormente, da seleção nacional.

E quando se fala na seleção da Holanda de 74, imediatamente se faz relação com as táticas apresentadas pela equipe, pela forma criativa que seus jogadores ocupavam os espaços no campo.

Citarei apenas dois momentos do livro (até a página 66).

O primeiro que explica a questão da Holanda “girar em campo”, a famosa troca de posições entre seus jogadores, a essência do chamado “Futebol Total”.

“Positions rotated strictly down each wing and through the centre. When the full-backs (Krol on the left, Suurbier on the right) advanced, their midfielders (Muhren or Hann) and forwards (Keizer and Swart) deopped back to cover. The same applied with Cruyff, Neeskens and Vasovic or Blackenburg. With each switch the other players revised their position accordingly, so the personnel changed but the positions remained constant”.

O trecho acima está inserido em meio a um bate papo entre o autor e o, também atleta daquele Ajax, Barry Hulshoff. Era o “Futebol Total” em formação.

Outra invenção daquela equipe, e que é utilizada até hoje, é a linha do impedimento.

No livro a criação da linha do impedimento aparece pela primeira vez assim…

“Now Ajax hunted in packs. If Neeskens failed to win the ball, the defence would be so far forward that opposition would be caught offside if they tried to attack”.

Ou seja, o defensor Neeskens marcava o adversário ainda no seu campo de defesa, e era acompanhado por toda a defesa da equipe holandesa, e dessa forma, quando um adversário aparecia na frente desmarcado quase sempre estava em impedimento. Pressão total na marcação.

O livro, eu espero, ainda guarda muitas grandes passagens como essa e, se assim for, eu volto aqui pra contar.

E já que falamos do Neeskens… um gol do dele na temporada 72/73 do campeonato holandês. (e parece que era um dia bem frio)

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